- e que os desejos sejam sempre realizados...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O bom filho a casa torna.

Quando os filhos nascem, os pais prometem a si mesmos que jamais vão deixar que nada aconteça à aquela criança despreparada e desprotegida. Então os filhos crescem e eles o ensinam a se proteger e a se preparar para as aventuras da vida. A questão é que quando chega a hora desses tão amados filhos se verem livres dos braços quentes dos pais e utilizar tudo que aprenderam até aquele momento, os pais ficam estéricos e relutam com essa ideia de perder aquele marmanjo como se ainda fosse a criancinha adorável que um dia pegaram no colo.
Mesmo assim os filhos saem de casa, arrumam um emprego e passam a serem autónomos do poderio dos pais, escolhendo seus próprios caminhos e arcando com suas consequencias. É meio óbvio que nesse meio tempo algumas mães fazem a famosa chantagem com os filhos para voltarem, os pais dizem que não ligam, mas rezam todas as noites para que os filhos não quebrem a cara, porém que eles ao menos voltem a pedir suas opiniões... É muito difícil para as pessoas deixarem que as outras tomem rumos diferentes e vão embora de suas vidas, uma vez nela é necessário que elas permaneçam, pois acabamos por ficar com uma necessidade delas. E a questão pais e filhos não é nada diferente, para ser exato é o auge desse problema.
Enfim, tudo isso para explicar os dois lados da frase "O bom filho a casa torna", para os pais, quando o filho volta para a casa, isso pode ser enfrentado de duas maneiras: a primeira é a temporária, a mãe paparica, o pai ajuda a encontrar outro lugar pra viver, blá blá blá; e a segunda como uma volta permanente, que por mais que na cabeça do filho seja apenas temporária, para os pais aquilo não é por pouco tempo, então eles arrumam um quarto novo, novas coisas, novas roupas, novos eventos em família e finalmente os comentários de "como nosso filho se preocupa conosco" ou ainda "é o melhor filho do mundo". Para a visão parentesca dessa segunda situação o filho voltar a morar com os pais é algo a se encorajar e admirar.
Agora analisando a frase na visão dos filhos... É importante perceber que também existe duas situações para esse ângulo: a primeira é do filho temporário, que aproveita as férias da vida adulta e rapidamente retorna à ela sem ao menos perceber as mudanças; e a segunda é o filho permanente, fracasso em tentar começar uma vida, medroso em arriscar nos momentos certos, que deixou tudo o que construiu até aquele momento porque cedeu asa táticas da mãe (daquela segunda situação parentesca), e no fundo ele nem é tão fracassado assim... ele pode ter um bom emprego, ele podia ter uma vida longe dos pais... Mas não foi preparado pelos pais para isso.
Então esse bom filho, é realmente um bom filho?
Para quem? Para os pais, superprotetores que acham que o melhor para o homem adulto viver em baixo de suas asas ou para os filhos que se sentem mais bem sucedidos sob os olhos desses pais?

É claro que essa analise é somente aplicadas a casos presentes nessa sociedade em que vivemos, ignorando todos os fatos religiosos e culturais enrustidos na frase.
Que filho será que você é, já parou pra pensar?

2 comentários:

Alice disse...

sinceridade? acho q nao sou uma boa filha. acho q ainda tenho muito que aprender e caminhos a seguir, mas minha mae tem feito o possivel pra me ajudar mas os filhos sao cabeças duras as vezes ne?
curti teu texto maah
to seguindo
=*

Alice disse...

amore postei no blog, quando der visita lá mulher e tals.